Política

Agnelo autoriza quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico

Governador do Distrito Federal é ouvido na CPI do Cachoeira

Governador do Distrito Federal é ouvido na CPI do Cachoeira
Governador do Distrito Federal é ouvido na CPI do Cachoeira Foto : Elza Fiúza / ABr / CP
Em depoimento na CPI do Cachoeira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), autorizou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico.  “Meu patrimônio hoje é bem modesto para um médico com mais de 30 anos de trabalho”, disse. “Quem não deve não teme”, completou.

A autorização foi concedida após o governador ter mencionado suspeitas de enriquecimento ilícito. Um dos principais questionamentos está relacionado à mansão que Agnelo e a esposa adquiriram em 2007. Ontem, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recusou-se a abrir seus sigilos.

O governador rebateu denúncias de que seu governo estaria favorecendo a empresa Delta em contratos de recolhimento de lixo em Brasília e região. Ele apresentou medidas tomadas pelo seu governo, no fim do ano passado, como a fiscalização da pesagem do lixo, antes mesmo da divulgação das operações deflagradas pela Polícia Federal. Essas medidas teriam representado uma economia de mais de R$ 1 milhão aos cofres do DF.
“Vinte e seis dias após tomar posse, determinei uma profunda auditoria em todos os contratos firmados por gestões anteriores”, disse ele, acrescentando que a auditoria teve início antes de qualquer operação deflagrada pela Polícia Federal.

No início do depoimento, o governador do Distrito Federal afirmou que sua convocação “é fruto de luta política”. Segundo ele, não há nos requerimentos que solicitam sua presença na CPMI qualquer indicação de fatos que indiquem sua ligação com o esquema de contravenção de Carlinhos Cachoeira.

“O grupo aqui investigado, a organização aqui investigada, tramou a minha derrubada”, declarou. “Valeu-se de falsas acusações plantadas na imprensa, valeu-se de pessoas que passaram a divulgar mentiras e falsas verdades com o objetivo de me desestabilizar e me tirar do governo do Distrito Federal”, completou. O governador do DF presta depoimento, na condição de testemunha, à CPMI que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados.

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