Política

Agressão a deputada em meio à campanha eleitoral leva Assembleia a suspender sessão

Esse é o segundo cancelamento de votações durante o segundo turno em Porto Alegre

Deputada Juliana Brizola revelou que foi agredida durante um ato da campanha na Esquina Democrática
Deputada Juliana Brizola revelou que foi agredida durante um ato da campanha na Esquina Democrática Foto : Marcelo Bertani / Agência ALRS / Divulgação / CP
A Assembleia Legislativa registrou nesta terça-feira a quarta suspensão consecutiva de sessão plenária por conta de solicitação de parlamentares ou de falta de quórum. Há seis matérias trancando a pauta, o que impede a votação dos projetos seguintes. Nesta terça-feira, a sessão foi encerrada porque somente 18 deputados registraram presença depois que Juliana Brizola (PDT) relatou um caso de agressão no Centro de Porto Alegre em meio à campanha de segundo turno.

Na tribuna, a candidata a vice-prefeita na chapa de Sebastião Melo (PMDB) informou que um homem, supostamente integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), a agrediu durante um ato da campanha na Esquina Democrática. O deputado Pedro Ruas (PSOL) pediu formalmente a suspensão da sessão plenária, ainda no início da tarde, para os colegas de Assembleia acompanharem Juliana em reunião com o secretário da Segurança da Capital.

Como não houve consenso entre as lideranças, parte dos deputados retirou o quórum e, por esse motivo, a sessão foi suspensa. A deputada prestou depoimento ao delegado Paulo César Jardim e registrou ocorrência policial na 1ª Delegacia da Capital.

Conforme relato de Juliana, quatro homens a cercaram e um deles a agarrou pelo braço. Ela ainda foi xingada pelo agressor. Juliana ainda contou que vem sendo ameaçada em redes sociais e sendo perseguida durante as manifestações políticas realizadas em Porto Alegre.

O Movimento Brasil Livre se manifestou através do Twitter negando relação entre as agressões e os integrantes do movimento, que participa da campanha do candidato Nelson Marchezan Jr. (PSDB). No tuite, os ativistas escrevem: “novamente, políticos de caráter flexível inventam histórias mirabolantes para acuar o MBL”.

Na semana passada, a sessão plenária já havia sido cancelada devido a questões envolvendo a campanha de segundo turno ao Paço Municipal. Na ocasião, os deputados decidiram postergar as votações devido à morte de Plínio Zalewski, ex-coordenador executivo da campanha de Sebastião Melo.

Entre os projetos que tinham votação prevista para hoje, destaque para o que permite a venda de imóveis públicos sem o aval da Assembleia. A proposição esteve na pauta nas últimas duas sessões plenárias. O texto já recebeu seis emendas, sendo que uma delas prevê a limitação da validade do projeto até o fim da gestão de José Ivo Sartori (PMDB).