O subprocurador para Assuntos Institucionais, Marcelo Dorneles, justificou as medidas afirmando que parte dos concursados deixa cidades distantes do interior, após um período de dois anos, e, na maioria dos casos, o cargo fica vago, provocando falhas no atendimento às demandas da população. Dorneles ainda esclareceu que o custo com um concursado é duas vezes maior do que os valores que serão pagos a CC's, o que, em tese, representa uma economia.
No poder Judiciário, foram criados 30 novos cargos de desembargador, 82 de assessores e 30 de secretários, representando um custo de R$ 32 milhões no próximo ano. No TCE, são 22 novas vagas para auditor público externo.
A deputada Miriam Marroni, do PT, explicou que os poderes detêm os próprios orçamentos e que é importante readequar as estruturas para servir a sociedade com mais eficiência. A presidente do Cpers-Sindicato, Rejane de Oliveira, lamentou que o Estado estimule aumento para esses setores e ao mesmo tempo afirme não ter recursos para pagar o piso nacional do Magistério. Miriam reiterou que a situação envolvendo o Magistério é diferente, já que o que é questionado é a atual fórmula de reajuste com correção pelo Fundeb, indexador considerado muito elevado para ser cumprido anualmente.
Com as votações desta quinta, a AL bateu o recorde de votações do ano essa semana, quando os parlamentares estaduais apreciaram 55 matérias em plenário – a maioria enviada em regime de urgência pelo Piratini. As votações iniciaram na terça-feira, porém o quórum foi retirado no final da tarde. A sessão extraordinária de quarta-feira começou às 10h e se prolongou até às 22h. Na quinta, a votação começou pela manhã e prosseguiu até por volta das 15h. O recorde de maior volume de matérias votadas em uma mesma semana em 2013, no entanto, tende a ser quebrado na próxima, antes das festas de fim de ano.