Política

Alckmin: aviação global enfrenta desafios que nenhum país resolve sozinho

Ao citar medidas voltadas à competitividade do setor, vice-presidente cita a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o transporte aéreo regular de passageiros

Segundo Alckmin, governo trata a aviação como política de Estado em meio ao potencial do mercado aéreo brasileiro
Segundo Alckmin, governo trata a aviação como política de Estado em meio ao potencial do mercado aéreo brasileiro Foto : Marcelo Camargo/ABr/ CP

A aviação global enfrenta desafios que nenhum país consegue resolver sozinho, afirma neste domingo, 7, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. O político discursa durante a abertura da 82ª Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), no Rio de Janeiro. "O custo do combustível permanece elevado e volátil. As cadeias de suprimento ainda carregam as cicatrizes da pandemia. A pressão por descarbonização é crescente, legítima e urgente. E a escassez de mão de obra qualificada ameaça a capacidade operacional em vários mercados", diz Alckmin.

Ao citar medidas voltadas à competitividade do setor, Alckmin cita a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o transporte aéreo regular de passageiros e a redução gradual do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre operações de leasing de aeronaves. "Medida que gerou uma economia de centenas de milhões de reais ao setor", afirma.

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Inclusão do setor aeronáutico em programa estratégico

O vice-presidente destaca a inclusão do setor aeronáutico entre aqueles considerados estratégicos da Nova Indústria Brasil e a adesão do País ao acordo sobre comércio de aeronaves civis da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Decisão que nos coloca ao lado dos grandes produtores na governança do mercado aeronáutico global", acrescenta.

Segundo Alckmin, o governo Lula trata a aviação como política de Estado em meio ao potencial do mercado aéreo brasileiro. "Temos uma classe média vigorosa e uma geografia que torna o avião não um luxo, mas sim uma necessidade", afirma.

Diz ainda que a aviação regional é vista como um instrumento de integração nacional. Como exemplo, ressalta o programa Ampliar, que busca integrar até 102 aeroportos regionais aos contratos de concessão existentes, com potencial de mais de R$ 3,4 bilhões em novos investimentos.