Política

Alegando ser “brizolista”, Cherini pretende recorrer para ficar no PDT

Partido abriu processo de expulsão de parlamentares que votaram contra Dilma

Giovani Cherini (PDT-RS) votou a favor do impeachment da presidente Dilma
Giovani Cherini (PDT-RS) votou a favor do impeachment da presidente Dilma Foto : Foto: Guerreiro / Agência Assembleia Legislativa
Após o PDT ter dado início, nesta segunda-feira, ao processo de expulsão dos seis deputados federais que contrariaram orientação do partido e votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, nesse domingo, na Câmara, o líder da bancada gaúcha, Giovani Cherini, um dos alvos do partido, informou, nesta segunda-feira, que pretende recorrer da decisão, dentro do PDT, para permanecer na sigla.

Com quase 30 anos de partido, Cherini sustenta ter votado com convicção a favor do impeachment, mas garante ter a intenção de ficar no PDT. “Eu fiz um voto com convicção e consciência a favor do impeachment e é lógico que pretendo ficar no PDT, que sempre foi meu partido. Sou brizolista e vou recorrer, indo até as últimas consequências”, frisa.

Com a possibilidade de expulsão do PDT, Cherini admite, ainda, ter sido procurado por outras legendas. “Todos os partidos que me enxergam nos corredores da Câmara me convidam para entrar. Eu fico muito feliz de ser lembrado, mas meu projeto não é de sair do PDT”, pontua.

Giovani Cherini salienta, ainda, ser o pedetista mais votado da história do partido, com mais de 115 mil votos computados no pleito de outubro de 2014.

O PDT vai tomar a decisão final referente aos deputados que votaram contra a orientação do partido em 30 de maio, durante reunião do conselho de ética da legenda.

Dos 19 deputados do PDT na Câmara, doze votaram a favor do governo Dilma e apenas o gaúcho Pompeo de Mattos se absteve. Outros cinco, além de Cherini, votaram pelo impeachment: Subtenente Gonzaga (MG), Mário Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES), Flávia Morais (GO), Hissa Abrahão (AM).