Aliados do senador Flávio Bolsonaro confirmam que ele deixou o país. O candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais teria ido para os Estados Unidos com a esposa e as duas filhas. A informação foi passada à CNN por fontes próximas a família.
De acordo com as fontes, Flávio Bolsonaro estaria com medo de ser preso, após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinar a retenção de seu passaporte.
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O magistrado também determinou o cancelamento do passaporte do parlamentar e a entrega de documentos de viagem de outras nacionalidades que possam estar em seu nome. Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados em um mesmo inquérito que tramita no STF e que apura denúncias de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Neste ano, Willer foi alvo da operação Sem Desconto, que apura irregularidades no INSS, e deixou o país para morar nos Estados Unidos.
Flávio não foi visto hoje. Na madrugada desta terça, o site argentino Infobae publicou que ele teria cruzado a fronteira rumo aos Estados Unidos e que a companhia aérea Baires Fly teria preparado um voo fretado para o senador, com partida de território argentino.
As autoridades argentinas desmentiram a versão. A Direção Nacional de Migrações esclareceu, por meio de comunicado, que “não registra nenhuma entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina”. O porta-voz do presidente Javier Milei também negou. “É tudo falso, ele nunca entrou”, disse à AFP uma fonte do Ministério da Segurança da Argentina.