Política

Aliados de Bolsonaro reagem à denúncia da PGR: “perseguição do regime petista”

Deputados gaúchos acusam politização e parcialidade da Justiça contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, denunciado por tentativa de golpe de Estado

Ex-presidente esteve nesta tarde no Senado Federal
Ex-presidente esteve nesta tarde no Senado Federal Foto : Saulo Cruz/Agência Senado

Já começa a repercutir nos bastidores do poder a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de estado, formalizada na noite desta terça-feira. Aliados do ex-presidente começam a reagir contra o que classificam como “perseguição” do “regime petista”.

“Como sempre, perseguição, perseguição, perseguição. Faz dois anos que fazem isso para mascarar as falhas do governo, que não dá respostas para a sociedade. O regime petista está com seus tentáculos nos órgãos públicos. Estão dando um jeitinho para incriminar o Bolsonaro”, afirmou o deputado federal Giovani Cherini (PL), que coordenou por nove anos a bancada gaúcha no Congresso Nacional.

Cherini esteve reunido com o ex-presidente na tarde desta terça, quando Bolsonaro compareceu ao Senado Federal em busca de apoio dos aliados. “Ele se mostrou muito tranquilo. O Bolsonaro é que nem pão: quanto mais bate, mais ele cresce. Que crime? Que crime? Não ter que provar que crime que ele cometeu”, questionou.

Outro aliado de Bolsonaro no Congresso Nacional é o gaúcho Bibo Nunes (PL), que se disse desacreditado na Justiça. É a comprovação da judicialização da política. Quando a política invade os tribunais, a justiça foge pela janela. Aí acaba a justiça”, declarou à reportagem.

Questionado, disse que, neste cenário, com o Judiciário supostamente comprometido, Bolsonaro poderá ser preso.

“A denúncia não quer dizer que seja culpado. Posso questionar com toda a razão uma Justiça que condena como terrorista, a 17 anos de prisão, uma manicure que escreve com um batom em uma estátua (no 8 de Janeiro). Isso é justiça? Se a Justiça realmente fugiu pela janela, tem chance de ser preso”, respondeu.

Além da tentativa de golpe, Bibo também questiona os demais processos contra Bolsonaro, que o tornaram inelegível por oito anos. “Oito anos inelegível porque falou com embaixadores? Falar no carro de som é abuso de poder econômico? Não dá para confiar nessa justiça”, criticou.