Temer, porém, continua a agir como presidente do partido. A reunião em que os principais líderes do PMDB decidiram pedir salário mínimo maior do que o defendido pelo governo foi realizada em seu apartamento funcional da Câmara dos Deputados onde ele ainda mora. E lá ocorreu um encontro do PMDB e não de deputados e senadores com o vice-presidente.
Em defesa de Temer, os assessores do vice-presidente argumentam que ele não pode abandonar o partido. E citam o exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o escândalo do mensalão, Lula tirou o então ministro da Educação, Tarso Genro, do ministério e lhe deu a incumbência de assumir a direção do PT, visto que o deputado José Genoino (PT-SP), caíra inteira com o episódio.