Durante o processo de impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, o mandatário boliviano foi um dos presidentes sul-americanos que acusaram o Congresso Nacional de promover um "golpe". Na ocasião, Morales apontou em redes sociais um "golpe congressista e judicial" no Brasil e logo retirou seu embaixador do Brasil, após a destituição de Dilma, num gesto de protesto. O Brasil fez o mesmo, mas não houve rompimento de relações diplomáticas.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o objetivo da visita é aumentar a cooperação e a coordenação bilateral em temas como a "luta contra o crime transnacional, energia, defesa, desenvolvimento fronteiriço, integração da infraestrutura física, temas migratórios e consulares, comércio e investimentos".Hermano Lula, un año más de vida, un año más de lucha antiimperialista, como obrero trabajando junto a su pueblo. pic.twitter.com/VgHLctwYP7
— Evo Morales Ayma (@evoespueblo) 27 de outubro de 2017
Dados oficiais do governo mostram que o Brasil é o maior parceiro comercial da Bolívia e principal destino de exportações do país andino, respondendo por 19%, à frente dos Estados Unidos, que têm 14%. O intercâmbio comercial entre os países foi de US$ 2,8 bilhões no ano passado.