Aos gritos de "não vai ter golpe", o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse como ministro da Casa Civil na manhã desta quinta-feira em Brasília. No momento da assinatura do termo, o ex-presidente foi muito ovacionado pela plateia que acompanhou a cerimônia, realizada em um dos salões do Planalto.
A cerimônia foi interrompida, no entanto, por um deputado da oposição que gritou "vergonha". Major Olímpio (SD-SP) foi vaiado pelos presentes e expulso do local. Além de Lula, assinaram os termos de posse Eugênio José Guilherme de Aragão, como ministro da Justiça; e Mauro Ribeiro Lopes, ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC).
Praticamente todos os ministros do governo compareceram à cerimônia. A exceção foi Jaques Wagner, novo ministro-chefe do gabinete pessoal da presidente, que teve problemas com voo que saía de Salvador.
A cerimônia ocorreu em meio a confronto, na parte externa do Palácio, entre manifestantes a favor e contrários ao governo federal e à posse de Lula no cargo. Manifestações também foram registradas em Porto Alegre e em São Paulo nesta manhã.
Divulgação de gravações
Após a divulgação de gravações de conversas entre Lula e a presidente Dilma Rousseff na noite dessa quarta-feira, cerca de 5,5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, fizeram uma manifestação contrária ao governo por cerca de quatro horas em frente ao Palácio do Planalto e, depois, no gramado do Congresso Nacional.
Responsável pelos processos da Operação Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro, divulgou o teor dessa e de outras conversas do ex-presidente que, segundo a Justiça do Paraná, teve suas ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal. Nessas interceptações, a presidente disse a Lula que enviaria a ele o termo de posse, para ser usado “em caso de necessidade”.
Aos gritos de "não vai ter golpe", Lula é empossado ministro da Casa Civil
Ex-presidente foi ovacionado pela plateia que acompanhou cerimônia