O governo gaúcho também deve convidar para o encontro representantes do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério da Justiça, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Conforme o Executivo, o confronto começou depois que um grupo de índios derrubou os gradis que faziam o isolamento do Palácio Piratini e ameaçaram invadir o prédio. Para conter a multidão, a BM utilizou bombas de gás lacrimogêneo. Cinco PMs ficaram feridos e foram atendidos por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Mas segundo um dos líderes da mobilização, o cacique Luiz Salvador, da comunidade indígena de Rio dos Índios de Vicente Dutra, houve abuso da BM. Ao menos quatro indígenas ficaram feridos. Um adulto, uma criança e dois adolescentes, intoxicados pelo gás lacrimogêneo.
Porém, conforme o titular do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel João Luís Prates de Godói, não houve confronto, e os instrumentos utilizados pela BM serviram apenas para afastar os índios que ameaçavam invadir o Piratini. Segundo o comandante, flechas, pedras e lanças foram jogadas contra os PMs.