Política

Após deixar grupo, deputado diz que parte do PT quer evitar reforma política

Henrique Fontana disputava posto de coordenador da comissão com Cândido Vaccarezza

Um dia após deixar o grupo de trabalho (GT) que vai debater a reforma política no Brasil na Câmara dos Deputados, o deputado federal gaúcho Henrique Fontana (PT-RS) disse nesta quarta-feira que uma parte do PT, articulada com o PMDB, está lutando para enfraquecer as mudanças estruturais nas regras políticas e eleitorais do País. Para ele, a configuração da comissão foi montada para dificultar a reforma política no Congresso Nacional.

Em razão da escolha feita pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) para coordenar as atividades do GT, Fontana escolheu deixar o GT. "Eu me sinto obviamente profundamente desrespeitado por uma parte do partido. Infelizmente, um grupo pequeno, incluindo o deputado Vaccarezza, que pretendia ser o coordenador do grupo, se articulou com o presidente (da Câmara) Henrique Alves (PMDB), em uma articulação de fora para dentro, o que é grave na vida do PT, para me derrubar da função de coordenador do grupo", sintetizou o parlamentar.

Com a saída do gaúcho da comissão, o Rio Grande do Sul fica representado agora somente pela deputada federal Manuela D'Ávila (PC do B). Vacarrezza foi procurado pela reportagem da Rádio Guaíba, mas afirmou que não se manifesta sobre a aproximação com o PMDB e a divergência com Fontana.

A segunda vaga do PT no grupo, anteriormente destinada a Fontana, está agora ocupada pelo paulista Ricardo Berzoini. O grupo de trabalho pela reforma política tem prazo de 90 dias para deliberar sobre o assunto. Para ter validade às eleições de 2014, as novas regras precisam ser aprovadas pelo Congresso até o começo de outubro.

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