Ontem, ele pediu demissão do cargo, depois de ser alvo de denúncias de desvio de recursos públicos de convênios assinados com Organizações Não Governamentais (ONGs) para a capacitação de trabalhadores. Em nota publicada no site do ministério, Lupi atribuiu a saída à "perseguição política e pessoal da mídia".
A presidente Dilma Rousseff aceitou ontem mesmo o pedido de demissão. A Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto informou que, a partir de hoje, o secretário executivo do Ministério do Trabalho, Paulo Roberto dos Santos Pinto, ocupará o cargo temporariamente. Em nota, o Planalto informou que a presidente Dilma "agradeceu a colaboração, o empenho e a dedicação do ministro Lupi ao longo de seu governo e tem certeza que ele continuará dando sua contribuição ao País".
Ex-ministro deve voltar ao partido
Para o secretário-geral da legenda, Manoel Dias, o ex-ministro do Trabalho deve retornar à presidência nacional do PDT. “É a tendência natural”, disse Dias. O secretário afirmou ainda que o principal motivo para Lupi renunciar ao cargo foi o apelo da família. “Ele já tinha sofrido muito”, disse Dias, que participará com Lupi, parlamentares e integrantes da legenda da reunião da Executiva Nacional do PDT, a partir das 14h.