Política

Após denúncia, OAB cobra "respostas e esclarecimentos imediatos"

Claudio Lamachia também declarou que "são estarrecedoras, repugnantes e gravíssimas" as notícias divulgadas

Claudio Lamachia também declarou que "são estarrecedores, repugnantes e gravíssimos" as notícias divulgadas
Claudio Lamachia também declarou que "são estarrecedores, repugnantes e gravíssimos" as notícias divulgadas Foto : Eugênio Novaes / OAB /CP
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Claudio Lamachia disse nesta quarta-feira, que "são estarrecedores" os fatos noticiados por O Globo sobre uma suposta trama de obstrução de Justiça atribuída a Michel Temer.

"A sociedade precisa de respostas e esclarecimentos imediatos", declarou Lamachia. "As cidadãs e cidadãos brasileiros não suportam mais conviver com dúvidas a respeito de seus representantes." Segundo revelou o jornalista Lauro Jardim, no site de O Globo, o empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, gravou conversa com o presidente da República na noite de 7 de março durante reunião de 40 minutos no Palácio do Jaburu.

Na conversa, Temer teria incentivado Joesley a continuar pagando mesada milionária a Eduardo Cunha (PMDB/RJ), em troca do silêncio do ex-presidente da Câmara, preso desde outubro de 2016 e condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 15 anos e quatro meses por corrupção e lavagem de dinheiro.

Em nota divulgada na noite desta quarta-feira, a OAB cita também outros trechos das revelações de Joesley que apontam para os senadores Aécio Neves e Zezé Perrela. "São estarrecedores, repugnantes e gravíssimos os fatos noticiados por O Globo a respeito de suposta obstrução da Justiça praticada pelo presidente da República e de recebimento de dinheiro por parte dos senadores Aécio Neves e Zezé Perrella", disse.

"A sociedade precisa de respostas e esclarecimentos imediatos. As cidadãs e cidadãos brasileiros não suportam mais conviver com dúvidas a respeito de seus representantes." Lamachia cobra a divulgação das gravações que Joesley fez no Jaburu. "As gravações citadas precisam ser tornadas públicas, na íntegra, o mais rapidamente possível. E a apuração desses fatos deve ser feita com celeridade, dando aos acusados o direito à ampla defesa e à sociedade a segurança de que a Justiça vale para todos, independentemente do cargo ocupado."