Política

Após leilão, Dilma cobra eficiência em aeroportos

Presidente participou da posse do novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro

Presidente participou da posse do novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro
Presidente participou da posse do novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro Foto : José Cruz / ABr / CP
A presidente Dilma Rousseff afirmou que espera uma melhoria na gestão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, que foram leiloados nesta segunda-feira. “Termina uma etapa, começa outra. Temos que fazer todas as coisas agora para que isso ocorra, ou seja, a administração eficiente dos três aeroportos”, disse ela, após a posse do novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

Os três terminais haviam ido a leilão horas antes da cerimônia. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) arrecadou R$ 24.535.132.500, em leilão realizado no começo da tarde pela Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F/Bovespa). O valor obtido no leilão é quase cinco vezes maior que os R$ 5,5 bilhões previstos no edital de licitação.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) tem participação acionária de 49% em cada aeroporto concedido. A partir da assinatura dos contratos de concessão com os vencedores do leilão, haverá um período de transição de seis meses, prorrogável por mais seis, no qual a concessionária administrará o terminal em conjunto com a Infraero.

Após esse período, o novo controlador assume as operações do aeroporto. A gestão do espaço aéreo nos terminais concedidos não sofrerá mudanças e continuará sob o controle do Poder Público.

Novo ministro das Cidades diz que espera cobranças

Em suas primeiras palavras como ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro afirmou que está pronto para o “espancamento” de projetoss, referindo-se ao alto grau de exigência da presidente Dilma Rousseff.

“Entendo que serei cobrado e darei resposta à obstinação de uma presidente. Já estou me preparando para enfrentar o espancamento de projetos”, disse Ribeiro. O "espancamento" já havia sido comentado pelo ministro Aloizio Mercadante, que semanas passadas aconselhou o novo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, a se acostumar com a cobrança da presidente.

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