"Fiquei comovida", afirmou a presidente, pouco antes de embarcar de volta ao Brasil. Para assessores, ela viveu na China o seu "momento Lula" - expressão usada para se referir à popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma chega na noite de amanhã ao Brasil, depois de uma escala técnica em Praga.
A presidente fez questão de conhecer o Exército de Terracota após a maratona diplomática e comercial dos últimos dias, quando o Brasil conseguiu arrancar de seus anfitriões a autorização para exportar carne suína, além de destravar a encomenda de 35 aviões da Embraer.
A visita terminou com um saldo de investimentos concretos, promessas de diversificação comercial, acordo para permanência da fábrica da Embraer na China, encomenda de novos aviões, a abertura parcial do mercado chinês para importação de carne suína e uma série de acordos de cooperação em diversas áreas, entre elas ciência e tecnologia.
Outra conquista anunciada pelo governo, porém recebida com muito ceticismo no Brasil, foi uma promessa de investimento da Foxconn no Brasil de US$ 12 bilhões. A empresa construiria uma cidade do futuro em local ainda a ser divulgado e instalaria ali uma fábrica para a construção de telas de cristal líquido usadas na produção de iPads e celulares de terceira geração.
O governo comemorou a promessa, resultado de uma negociação de três meses com a empresa sediada em Taiwan. O entendimento foi apontado como avanço na tentativa de atrair para o Brasil investimentos chineses em setores de alta tecnologia, que agreguem valor à cadeia produtiva.
Cerca de 85% dos investimentos chineses no Brasil são em setores como o petróleo e a mineração. A Foxconn fatura US$ 100 bilhões por ano e é responsável por 5% das exportações chinesas.