Política

Apesar de crise política, Sartori vê normalidade em buscar investimento no exterior

Governador salientou que iniciativa de reuniões bilaterais partiu do Japão, "que tem vontade de investir"

Governador salientou que iniciativa de reuniões bilaterais partiu do Japão, "que tem vontade de investir"
Governador salientou que iniciativa de reuniões bilaterais partiu do Japão, "que tem vontade de investir" Foto : Luiz Chaves/Palácio Piratini/Divulgação CP
Liderando uma missão do Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori embarcou, na noite desta sexta-feira, rumo a Tóquio - onde só deverá chegar na manhã de domingo. Na agenda, mais de 15 reuniões com bancos e empresários visando atrair investimentos para o Estado.

Para o governador, o momento turbulento da política brasileira não atrapalha a prospecção de negócios. "Estamos indo ao Japão principalmente porque o governo foi convidado", ressaltou. "Temos investimentos normais no Rio Grande do Sul. Temos um pacote de 34 bilhões", complementou. "Se fôssemos esperar a normalidade institucional ou as situações, não faríamos nada."

Sartori também salientou a localização do Estado como um atrativo ao exterior. "O Rio Grande do Sul sempre foi altamente desenvolvido. Ocupa um lugar de destaque no Mercosul. Aqui é um ponto estratégico", concluiu Sartori, lembrando que o fluxo de investimentos exteriores no Estado segue normal. "Há países que têm vontade e disposição de investir em outros", complementou.

Carvão mineral é a primeira pauta

A delegação gaúcha tem, ao todo, 16 integrantes, sendo quatro do primeiro escalão do governo: Márcio Biolchi (secretário de Desenvolvimento Econômico, Governança e Gestão), Cleber Benvegnu (Comunicação), Artur Lemos (Minas e Energia) e Ana Pellini (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Também acompanham o grupo, o futuro presidente da Fiergs, Gilberto Petry e o presidente da Famurs, Luciano Pinto.

Sartori tem pelo menos 11 agendas ao longo de quatro dias de estadia no Japão, onde trabalhará nas cidades de Tóquio e Hamamatsu. A primeira da lista, na manhã de segunda-feira, será uma das mais importantes. O governador visitará a Usina de Hitachinaka, que trabalha com carvão mineral utilizando a tecnologia Super Ultra Crítica, desenvolvida pelos japoneses após o desastre na usina nuclear de Fukushima, no início da década.

O objetivo do encontro é estabelecer condições para que os japoneses venham a implementar a tecnologia criada por eles na região do Baixo Jacuí. Seria um plano a médio prazo, já que para a usina termelétrica ser instalada, é necessária a autorização do Ministério de Minas e Energia, seguido de um leilão. O plano é poder iniciar os trabalhos dela entre 2020 e 2021, em um investimento de cerca de US$ 2 bilhões.