Política

Aprovada na Assembleia possibilidade de que diretores de escola disputem reeleição

Candidatos poderão escolher os vices livremente

Por 34 votos a 16, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei da deputada Regina Becker (PDT) que dá direito a diretores de escola de disputarem reeleição na rede estadual. A parlamentar defendia um número ilimitado de reconduções, mas uma emenda do deputado Elton Weber (PSB), aprovada em plenário, restringiu essa possibilidade a, no máximo, um pleito. As eleições ocorrem a cada três anos. Em 2015, o prazo para o início da constituição de chapas abre em 19 de outubro. Em função disso, o Cpers anunciou que vai ingressar na Justiça para que a lei, caso sancionada, seja considerada inconstitucional.

Hoje, a lei que dispõe sobre a Gestão Democrática do Ensino Público, de 1995, não permite reeleição. Além disso, estabelece que as chapas sejam compostas de três a quatro nomes, com a previsão de um a três vice-diretores. O projeto aprovado permite que os diretores eleitos, em chapa uninominal, escolham livremente os vices. Além disso, restabelece as competências das funções do Conselho Escolar como um órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador, e não executor.

Regina entende que a iniciativa representa um benefício para a educação. Ela salienta que a própria comunidade escolar é quem participa da votação e que, se um gestor for permanentemente reconhecido, esse é um sinal de desenvolvimento. Ainda assim, a deputada concordou em aprovar a emenda de Weber, que limita as reconduções.

Integrantes do Cpers Sindicato acompanharam a votação, das galerias, pressionando contra a aprovação da matéria. A direção do sindicato entende que a reeleição é prejudicial, sobretudo quando se prevê a indicação de apenas uma pessoa, em votação direta, para dirigir a escola, sem que se saiba quem ela vai escolher como vices.

Deputada lamenta ofensas

Regina Becker também lamentou que, mais uma vez, tenha ouvido ofensas pessoais a partir das galerias do plenário. A parlamentar também se disse injustiçada pelo fato de ser tachada de preconceituosa e acusada de práticas não condizem com a realidade. Para a pedetista, esse tipo de xingamento se deve à postura de defesa da causa do bem-estar animal, que a envolveu em polêmica com integrantes de religiões de matriz africana, no início do ano.