Política

Argello indicou conta de igreja para pagamento de propina, diz força-tarefa

Ex-senador era frequentador de paróquia que teria recebido R$ 350 mil

Argello indicou conta de igreja para pagamento de propina, diz força-tarefa
Argello indicou conta de igreja para pagamento de propina, diz força-tarefa Foto : Waldemir Barreto / Agência Senado / CP Memória
A força-tarefa da Lava Jato revelou nesta terça-feira, após a operação Vitória de Pirro, a 28ª fase da ofensiva da Polícia Federal (PF), que o ex-senador Gim Argello indicou a conta bancária de uma igreja para receber parte da propina paga por empreiteiras. A informação foi relatada hoje pelo jornal Folha de São Paulo. 

O procurador da República Athayde Ribeiro da Costa informou que a Paróquia de São Pedro de Taguatinga, no Distrito Federal, foi indicada por Argello para receber dinheiro da OAS. Ele era frequentador do local. O ex-senador do Distrito Federal foi preso preventivamente como suspeito de atuar contra as investigações da CPI da Petrobras em 2014.   

De acordo com a força-tarefa, teriam sido pagos R$ 350 mil na conta corrente da igreja. Apesar disso, o Ministério Público Federal (MPF) afirmou que não há indícios de culpa em integrantes da paróquia.  O procurador Carlos Fernando Lima garantiu que a igreja será ainda mais investigada e a ideia é saber se integrantes tinham influência em campanhas eleitorais.  

Conforme a Folha de São Paulo, além do dinheiro destinado à igreja, a UTC teria feito pagamentos de R$ 5 milhões para a coligação de Argello durante a campanha eleitoral de 2014, contabilizados como doações oficiais. Na época, o ex-senador era vice-presidente da CPI da Petrobras e foi procurado pelos empreiteiros da UTC e da OAS, Ricardo Pessoa e Léo Pinheiro, respectivamente.