Preso desde quinta-feira na Superintendência da Polícia Federal, o governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, está “abatido”, mas não cogita renunciar. A informação é do advogado de Arruda, Nélio Machado, que visitou o governador na noite desta sexta-feira.
“Não ouvi dele a palavra renúncia”, disse Machado ao deixar a sede da PF.
O advogado disse que vai encaminhar uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que avalie o mais rápido possível o mérito do pedido de habeas corpus negado em caráter liminar pelo ministro Marco Aurélio Mello na tarde de hoje. Machado acredita que o julgamento deve ser marcado para a Quarta-feira de Cinzas (17) ou, no máximo, para a quinta-feira.
Machado informou que o governador está lendo para passar o tempo. Arruda também recebeu uma cama. “É pequenininha, mais ou menos como uma cama de criança, tem que dormir encolhido”, relatou o advogado.
Desde que se apresentou à PF, no fim da tarde de ontem, Arruda não recebeu visitas da família. Machado disse que conversará com os familiares e vai consultar as regras da Polícia Federal para essa possibilidade.
Arruda está uma sala do Instituto Nacional de Criminalística da PF. De acordo com o advogado, há um policial guardando a porta, mas outros agentes têm acesso livre à sala. Enquanto conversava com o governador na noite de hoje, dois policiais entraram na sala, relata Machado.
Arruda está abatido, mas não fala em renúncia, diz advogado
Governador licenciado do DF dormirá em cama de criança na prisão da superintendência da PF