Política

Assédio tucano gera crise no PMDB gaúcho

Investidas do governo de Marchezan ampliaram tensão entre lideranças peemedebistas

Assédio tucano gera crise no PMDB gaúcho
Assédio tucano gera crise no PMDB gaúcho Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
As investidas do governo Nelson Marchezan Júnior (PSDB) para ter o reforço do PMDB em sua base aliada seguem tendo desdobramentos políticos e ampliando a crise entre lideranças e instâncias peemedebistas. Depois de uma reunião na última semana, que teria como pauta o debate sobre o ingresso do partido na base de Marchezan, o que gerou reação de lideranças que não sabiam do encontro nos bastidores e levou à divulgação de nota pelo comando em Porto Alegre, rechaçando a possibilidade, um novo episódio ocorreu no fim de semana.

Em grupo do PMDB no Whatsapp, que conta com a participação de dirigentes, lideranças e militantes de todo o Estado, circulou uma lista com 28 nomes de cargos de confiança que estão atuando na gestão Marchezan e que teriam sido indicados, majoritariamente, por três vereadores do partido. A integrante do grupo que publicou a lista fez ainda a cobrança: “Acabo de ler a nota lançada pelo PMDB de Porto Alegre. Porém, ela me causou uma dúvida: o PMDB de Porto Alegre já não está no governo Marchezan através desses nossos companheiros que estão lotados no governo municipal?”.

Os cargos têm lotação em diversas áreas das administrações direta e indireta. Entre elas, há três vagas no gabinete do prefeito, e também na Carris, Procempa, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e na Procuradoria-Geral do Município. Segundo a lista, a maior remuneração é de R$ 14,4 mil, e a menor, de R$ 1,6 mil. Na tentativa de equalizar a crise, será realizada reunião da executiva municipal, com a presença dos vereadores, na próxima sexta-feira ou no sábado.