Questionada sobre se já há definição a respeito da possibilidade de federalização das investigações, a procuradora-geral respondeu com cautela. “O pedido de federalização é um passo que será avaliado oportunamente, na medida em que todas as investigações se desenrolem. Nossa expectativa é de que isso não seja necessário. Mas, porque temos um país em que o nível de impunidade ainda é muito elevado, que acompanhemos todas estas investigações com o propósito de muita seriedade.”
Dodge chegou a Porto Alegre direto do Rio de Janeiro, onde esteve na quinta para tratar do caso Marielle. A procuradora informou que, no RJ, teve duas reuniões: uma com o Ministério Público estadual e uma no gabinete do interventor federal, general Braga Netto, da qual participaram também o secretário de segurança pública, o diretor da Polícia Federal, o superintendente da PF no RJ, o diretor-geral da polícia civil e o delegado do caso.
Segundo Dodge, é necessário entender o crime na gravidade que ele tem. “É o assassinato de uma líder política, defensora de direitos fundamentais. E é assim que precisa ser visto. No contexto do que representa para a vida política do Rio de Janeiro e do nosso país. Nosso primeiro gesto foi assinalar que este caso está sendo acompanhado atentamente pelo meu gabinete. Ali instaurei um incidente de acompanhamento das investigações, na expectativa de que este zelo realmente estimule todos a desvendar o crime.”
A procuradora-geral da República está em Porto Alegre na manhã desta sexta para participar da reunião de trabalho das forças-tarefa das três instâncias do Ministério Público Federal que atuam na Lava Jato, realizada na Procuradoria Regional da República da 4ª Região. Amanhã a operação completa quatro anos.