Política

Assembléia aprova projeto de reforma da Previdência estadual

Pacote do governo Tarso Genro foi aceito por maioria dos deputados

Foto :
Com as galerias lotadas e os ânimos exaltados, o governo Tarso Genro conseguiu aprovar no início da madrugada desta quarta-feira, na Assembleia Legislativa, por 30 votos a 21, o projeto de reforma da Previdência estadual que eleva as alíquotas de contribuição para os servidores públicos gaúchos.

As alterações foram apresentadas pela líder do governo, Miriam Marroni (PT), em emenda que estabeleceu três mudanças nas previsões originais acerca do aumento da alíquota previdenciária. A primeira mudança se refere ao aumento da alíquota atual de 11% para 14% para todos os servidores. Inicialmente, a intenção era cobrar 16,5% somente sobre a parcela salarial que ultrapassasse o teto de R$ 3.689,66. O segundo ponto da emenda criou “redutores”, que representam desconto para evitar que o aumento da alíquota atinja os funcionários que ganham menos do que o teto.

A Assembleia também aprovou as outras duas emendas da proposta do governo estadual. A 12 estabelece que os atuais servidores públicos ficarão sob o regime financeiro de repartição simples, enquanto os servidores admitidos após a entrada em vigor da lei entrarão sob regime financeiro de capitalização.

Após mais de sete horas de discussão, a emenda 13 foi votada. Ela proíbe a utilização dos recursos do fundo pelo caixa do Estado para outros fins que não previdenciários, além de vedar a aplicação dos valores em instituições financeiras que não as oficiais.

Depois de mais de sete horas, o plenário aprovou, no começo da madrugada desta quarta-feira, o primeiro dos cinco projetos que compõe o plano de sustentabilidade financeira. Por 30 votos favoráveis e 21 contrários, foram autorizadas mudanças no percentual da alíquota da contribuição previdenciária dos servidores estaduais e a criação de um fundo previdenciário. As três emendas foram da líder do governo, deputada Miriam Marroni (PT).

Representações de servidores públicos e de outras entidades lotaram as galerias do Plenário 20 de Setembro, manifestando-se a favor ou contra os discursos dos deputados. Por inúmeras vezes ao longo da sessão, o presidente da Assembleia, Adão Villaverde (PT), precisou pedir que os presentes respeitassem a palavra dos parlamentares.

Bookmark and Share