O projeto foi aprovado por 41 votos favoráveis e sete contrários. Das 27 emendas apresentadas, duas foram retiradas e 19 foram apreciadas. O PT apresentou o pedido de preferência de votação, o que foi criticado por parlamentares do PMDB e PP. Eles alegaram que a prática sempre foi rejeitada pelo PT enquanto oposição, mas agora, que será da base governista, é utilizada.
Os deputados Edson Brum (PMDB) e Nelson Marchezan Jr. (PSDB) criticaram a falta de repercussão financeira da matéria e a criação de 45 cargos em comissão e número ilimitado de funções gratificadas. “È um projeto partidário e não um projeto de governo”, afirmou Marchezan.
O líder da bancada do PPS, Paulo Odone, afirmou que sua bancada iria votar favoravelmente porque entendia que o governador eleito tinha legitimidade para propor as mudanças administrativas, mas que a responsabilidade seria inteiramente do novo governo.
O vice-líder do PT, Raul Pont, explicou que atualmente há 30 estruturas no chamado primeiro escalão e que a proposta do novo governo é que, após modificar algumas e extinguir outras, restem 31 estruturas. Ele também garantiu que o pedido de preferência para votação não seria para impedir o debate, mas para evitar que se modifiquem a essência da proposta enviada pelo governo.
O líder da bancada do PDT, Adroaldo Loureiro, e os petistas Ronaldo Zülke, Dionilso Marcon e Ivar Pavan também defenderam o projeto, dizendo que historicamente a Casa tem aprovado as propostas dos novos governos estaduais.