A emenda que previa antecipar a medida para 2015 foi rejeitada antes da votação do texto principal, ainda em primeiro turno. Com isso, as duas corporações serão divididas em 2 de julho de 2016, Dia do Bombeiro. A partir daí, não ocorrerão mais transferências de bombeiros ao policiamento.
O comandante dos bombeiros, Eviltom Diaz, afirmou que a reivindicação histórica da corporação permite autonomia maior nas decisões, inclusive de ordem financeira, já que a previsão é de um orçamento próprio a ser gerido. Diaz destacou que além de aparelhar os bombeiros com novos equipamentos, vai ser possível equilibrar o quadro de pessoal, sanando a falta de contingente. Atualmente, o Corpo de Bombeiros soma 2.685 agentes, contra um ideal estimado em 4.450.
Pela PEC, a previsão é de que se atinja esse número num prazo de até três anos. O comandante dos bombeiros alertou, porém, ser difícil atingir esse número no período. A melhor estimativa, segundo ele, é um prazo de cinco anos.
O presidente da Associação dos Bombeiros, Ubirajara Ramos, também enfatizou que, a partir de agora, a autonomia vai permitir a qualificação das ações durante o serviço.