Política

Assembleia do RS aprova auxílios creche e refeição para servidores do TCE

Auxílios já vinham sendo pagos através de normativa interna, mas houve necessidade de adequação em lei

Além do Tribunal de Contas, foram aprovados textos do MP-RS e do TJ-RS
Além do Tribunal de Contas, foram aprovados textos do MP-RS e do TJ-RS Foto : Fabiano do Amaral

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou duas propostas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) que instituem auxílio-creche e auxílio-refeição. Os benefícios já vinham sendo pagos através de normativa interna e foram adequados através de projetos de lei.

A medida não deve acarretar em aumento de custos, visto que os servidores da casa já recebem ambos os auxílios, que agora devem ser garantidos em lei. O valor relativo ao auxílio-creche R$ 941,66 mensais por filho. O texto não especifica o valor do auxílio-refeição.

O tribunal argumenta que a medida é uma equiparação com os demais Poderes. “Observa-se, por questão de simetria, adaptar-se ao já praticado nos demais Poderes do Estado, nem como pelo Ministério Público (MP) e pela Defensoria Pública, que realizam o pagamento dos benefícios em diversas hipóteses”, afirma a justificativa da proposta.

Outros dois projetos protocolados por demais Poderes foram aprovados. Um deles, do Poder Judiciário, autoriza a instituição temporária do Programa de Incentivo ao Desligamento (PID), destinado a servidores celetistas, que ingressaram no Tribunal de Justiça (TJ-RS) antes da promulgação da Constituição Federal, em 1988, que passou a exigir concurso público.

“O objetivo principal é proporcionar uma saída vantajosa para servidores celetistas do tribunal, muitos dos quais já estão aposentados, ou enfrentam restrições de suas tarefas em razão da idade”, afirma a justificativa do texto. O impacto previsto é de R$ 46,6 milhões.

Também foi aprovada uma proposta do MP-RS que cria 15 cargos de promotor de justiça substituto, buscando se adequar a mudanças de entrâncias em municípios do Estado. “Precisávamos atender a esse foro necessário, para eventual aumento de serviço”, afirmou à reportagem o secretário-geral do MP-RS, João Ricardo Santos Tavares.