Os deputados estaduais devem decidir na próxima terça-feira, em votação conjunta, os novos presidentes das comissões permanentes da Assembleia Legislativa. Assim como na disputa para a presidência da Casa, que neste ano será de Pepe Vargas (PT), as maiores bancadas também fazem um acordo para decidir o comando dos colegiados. Esse ano, o MDB sairá em débito.
Partido do vice-governador Gabriel Souza e com seis deputados, os emedebistas conquistaram a comissão de Educação, que ficará sob o comando da deputada Patrícia Alba, e se mantiveram na comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle – colegiado que é presidido por Alba e que passará para Edivilson Brum. Perderam, contudo, a comissão de Ética e trocaram com o PT a presidência da comissão de Agricultura, que nos últimos dois anos foi liderada por Luciano Silveira.
Apesar disso, a escolha dos nomes dentro da própria bancada emedebista não foi consenso. Desde a troca da liderança da bancada, que passou de Brum para Silveira, até a escolha do líder-partidário e do nome que ficaria na Educação, foi disputado. Cada um queria uma fatia de visibilidade.
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Enquanto isso, o PP – maior partido da base governista, com sete deputados – além de manter a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, com o líder do governo, Frederico Antunes, e a comissão de Assuntos Municipais, com Joel Wilhem, também presidirá a comissão de Ética. Guilherme Pasin, que liderou a bancada no último ano, assumirá o posto em 2025. Em 2026, deixa o comando e assume como vice-líder da CCJ, posto hoje ocupado por Marcus Vinicius, também do PP.
O PT, maior partido da Casa e de oposição ao governador Eduardo Leite (PSDB), manterá a presidência em três comissões. A novidade, agora, é que deixa o comando da Educação para assumir Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, com Zé Nunes. Na comissão de Segurança e Serviços Públicos, sai Stela Farias e assume Leonel Radde e, na comissão de Direitos Humanos, entra Adão Pretto no lugar de Laura Sito.
Demais siglas
A presidência de outras quatro comissões permanentes, incluindo as mistas, é repartida entre os partidos com menor número de deputados. Na Saúde e Meio Ambiente; Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo; e Mercosul, os presidentes seguem os mesmos: Neri, o Carteiro, do PSDB, Gustavo Victorino, do Republicanos, e Adriana Lara, do PL, respectivamente.
A tendência é a de que haja mudança na comissão mista de Defesa do Consumidor, onde o União Brasil, com Dr. Thiago, passará o comando para o PDT.