O Rio Grande do Sul é pioneiro na luta antimanicomial, que prevê o tratamento do doente mental em casa ou com a participação de familiares. A parlamentar salientou que a sociedade tem participação fundamental na discussão sobre o assunto. “Não queremos apenas uma limpeza estética com os consumidores de crack nas ruas”, observou.
Segundo Stela Farias, este debate tem o propósito de juntar pessoas para reacender a discussão da internação compulsória. “Não queremos ser radicais, a favor ou contra. Queremos contribuir de forma qualificada sobre o assunto. A sociedade quer que se acabe com os usuários de crack nas ruas, mas isso é um problema de saúde também”, alertou.
O vereador Marcelo Sgarbossa disse que falta ação do Estado sobre o tema. “Nas últimas semanas vimos um falso debate. Já existem soluções para a internação compulsória. Tudo se resolve com políticas públicas e hoje existe um vácuo do Estado”, comentou.
O desafio da ampliação do assunto que trata da dependência química foi o destaque que o deputado federal Henrique Fontana fez sobre o evento. “Precisamos ouvir os especialistas porque se trata de um assunto de saúde pública”, frisou.
Fontana acrescentou que esses tratamentos levam um tempo e a qualquer momento um familiar pode pedir que o internado saia do tratamento. “A internação involuntária não pode ser utilizada de forma errada. A família tem que acompanhar o doente sempre, porque não se trata de uma prisão. O tratamento tem caráter de desintoxicação sob a bandeira do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou.