Política

Assembleia Legislativa retira urgência de projetos que extinguem fundações

Votação unânime foi comemorada por servidores que protestam do lado de fora da Casa

Votação unânime foi comemorada por servidores que protestam do lado de fora da Casa
Votação unânime foi comemorada por servidores que protestam do lado de fora da Casa Foto : Ricardo Giusti
Por unanimidade, a Assembleia Legislativa retirou o regime de urgência do projetos do governo gaúcho que extinguem as Fundações de Esporte e Lazer (Fundergs) e de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps). As matérias seguem em tramitação, mas sem prazo definido para chegarem a plenário. Do lado de fora, servidores já em número bem menor em relação ao do início da tarde, comemoraram. Em agosto, o governo já havia aceitado retirar a urgência para a proposta que extingue a Fundação Zoobotânica (FZB).

Agora, o plenário vota o projeto do Executivo que muda as regras para o pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos (IPVA). A matéria estabelece que o prazo máximo para o pagamento do imposto, exceto a veículos importados, não pode mais ultrapassar 30 de abril. Hoje, o calendário é de sete meses. Segundo o Executivo, o objetivo é proporcionar receita em meses tradicionalmente de arrecadação fraca, tanto no Estado quanto nas prefeituras, já que a metade do produto da arrecadação desse tributo vai para as cidades.

Para motoristas sem infrações de trânsito, o desconto segue sendo gradativo, mas em três fases: hoje, o motorista que completa um ano sem levar multa ganha abatimento de 10%. Em dois anos, o índice é 15%. Na proposta enviada à Assembleia, esses limites caem para 5% e 10%, respectivamente, e só garante desconto de 15% quem não cometer multas por três anos.

ICMS é o quarto da pauta


No total, 13 das 19 matérias da Ordem do Dia da semana podem ir a plenário, entre elas o projeto de lei do governo estadual que eleva a alíquota do ICMS – o quarto a ser analisado. O líder do governo, deputado Alexandre Postal (PMDB), confirmou que o Piratini deu acordo para garantir a aprovação do aumento por três anos, por meio de uma emenda.

Se a matéria for aprovada, os índices subirão de 25% para 27% em operações internas com cerveja; de 18% para 20% em operações com refrigerantes; de 25% para 30% em energia elétrica, exceto para consumo em iluminação de vias públicas, industrial, rural e, até 50 kW mês, residencial; em gasolina, exceto de aviação, e do álcool anidro e hidratado para fins de combustíveis; além dos serviços de comunicação; e de 17% para 18%, na alíquota básica do ICMS.

Também devem ser apreciados o projeto que eleva o limite de uso dos depósitos judiciais de 85% para 95%; o texto do Judiciário que baixa o volume de juros a ser pago por esses saques, e o que cria o Ampara/RS – fundo de combate à pobreza -, o que também prevê a alta de ICMS em alguns setores da economia.

Já o projeto, também polêmico, que baixa o limite das requisições de pequeno valor (RPVs), de 40 para sete salários mínimos, ficou para a próxima semana.