O presidente da Associação dos Cabos e Soldados, Leonel Lucas, chamou de “estratégia do governo para desmobilizar a categoria” a retirada do quórum da sessão parlamentar na Assembleia Legislativa, durante a votação dos quatro projetos que tratam do reajuste dos servidores da segurança pública. Ele contestou as afirmações feitas pela governadora Yeda Crusius durante entrevista exclusiva à Rádio Guaíba.
Yeda disse que o Estado conta hoje com 27 mil PMs e que o rejuste seria de 73% para os policiais que ganham menos e 19% para os que ganham mais. Leonel Lucas afirmou, porém, que, no atual projeto do governo, o reajuste será de 19% para oficiais superiores e apenas 9% para os demais. Ressaltou que o efetivo da Brigada Militar não ultrapassa 21 mil policiais.
O presidente da Associação dos Sargentos, Sub-tenentes e Tenentes da BM, Aparício Santelano, afirmou que o Comando-Geral foi omisso e proporcionou um “racha” dentro da corporação ao omitir que o aumento não irá contemplar todos os policiais.
Para presidente do Cpers Sindicato, o governo reconheceu sua derrota na Assembleia ao retirar o quórum da votação. Rejane de Oliveira reiterou que o Cpers convocará assembleia para terminar imediatamente com a greve, assim que o governo oficializar a retirada do regime de urgência do projeto que altera o plano de carreira do magistério.
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Associações da BM rebatem Yeda
Presidente da Abamf considera retirada do quórum de votação na AL estratégia para "desmobilizar a categoria"