“Já temos absoluta convicção de que não foram pagos 42,5 milhões de dólares pela Astra (na compra da refinaria). No mínimo foram 360 milhões de dólares. Temos uma série de evidências contábeis nos balancetes, claramente registradas de que a Astra pagou à Crown muito mais do que 42,5 milhões de dólares”, disse Foster.
De acordo com a presidente da estatal brasileria, um ano antes da entrada da Petrobras como sócia na refinaria, houve um contrato de refino da Astra, que comprou da Crown, no valor de 104 milhões de dólares. “É razoável que, dentro dessa operação comercial entre a Crown, que era a detentora da refinaria, e a Astra, que é uma trading, que ela tivesse também nesse contrato valores relativos aos ativos. Então, temos ali 104 milhões de dólares firmes, demonstráveis, com contratos em balanço. Esses serviços custaram 80 milhões de dólares”, explicou Foster.
Segundo ela, houve outra operação, também constante em balancetes que estão sendo analisados por técnicos da Petrobras, de 22 milhões de dólares investidos pela Asrea. “Além disso, houve um levantamento feito nos livros da refinaria, com investimentos realizados pela Astra, antes da nossa compra, de 112 milhões de dólares. No mínimo, nós temos aí que a Astra pagou à Crown US$ 360 milhões por 100% da refinaria. Então, nós pagamos pela refinaria 885 milhões de dólares, e a Astra pagou 360 milhões de dólares, no mínimo. Fora isso, houve juros e honorários que pagamos por conta desse processo, que caminhou até o ano de 2012”, acrescentou a presidente da Petrobras.
Ao todo, segundo ela, a companhia brasileira desembolsou 1,25 bilhão de dólares para comprar a refinaria de Pasadena.