Brum nega que possa ocorrer uma definição sobre o Senado durante a pré-convenção, mas admite que o partido precisa fechar a questão até abril. Ele não descarta a possibilidade de nova disputa, a exemplo do que ocorre com os postulantes da candidatura ao Piratini. Sartori e seus apoiadores são cautelosos em relação ao tema. O ex-prefeito, cuja candidatura ao governo tem Simon como padrinho, disse que a questão do Senado não está posta neste momento e que a hora não é de acirrar ânimos. “Mas também não vejo obstáculos a que se coloque”, ressalva. O deputado Giovani Feltes, um dos articuladores da campanha de Sartori, é taxativo. “O diretório decidiu que a pré-convenção era para escolher o candidato ao governo. Então é isso o que vai acontecer e nada mais.”
Ziulkoski também diz que o tema ainda não está sendo colocado. “Mas como a pré-convenção é um ato político, tudo pode acontecer”, admite. Entre seus partidários, a preferência é que Rigotto dispute o Senado. “Simon é um deus aqui no Estado. É dono. Não tenho nenhuma contestação ao seu brilhantismo. O problema é que o modelo fruto desta acomodação tem dado errado para o partido”, afirma o prefeito de Gravataí, Marco Alba, um dos apoiadores de Ziulkoski na região Metropolitana.
Entre os envolvidos na organização da pré-convenção crescem as especulações sobre a possibilidade de Simon externar, durante o encontro, sua preferência por Fogaça. A expectativa já deu margem a teorias conspiratórias. Entre elas a de Simon disputar novo mandato, com Fogaça como suplente e, na eventualidade de se afastar da vida pública no decorrer dos próximos oito anos, ser substituído pelo ex-prefeito.