Política

Ato contra PL da Dosimetria passa por ruas centrais de Porto Alegre

O calor intenso e o sol escaldante não afastaram os manifestantes das ruas; evento contou com a presença de pré-candidatos

Em Porto Alegre, manifestantes marcharam da Redenção até o Largo dos Açorianos
Em Porto Alegre, manifestantes marcharam da Redenção até o Largo dos Açorianos Foto : Mauro Schaefer

Manifestantes foram às ruas sob o sol escaldante, neste domingo, em Porto Alegre, para protestar contra as últimas movimentações políticas no cenário nacional. Em especial, o PL da Dosimetria – que prevê a redução do tempo de prisão de condenados por tentativa de golpe de Estado e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na madrugada de quarta-feira e, nesta semana, segue para ser votada no Senado. Atos foram registrados em cidades por todo o país.

Na Capital dos gaúchos, os manifestantes se reuniram em frente ao Monumento ao Expedicionário (arcos da redenção), às 14h, e marcharam até o Largo dos Açorianos, portando faixas em protesto ao PL, adesivos pedindo "Fora Hugo Motta" e entoando os dizeres "sem anistia para golpista" e "Bolsonaro na prisão".

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Estamos lutando por um Congresso mais digno”, resumiu Giovani Peres Andrade, 45 anos, que estava acompanhado da filha, Giovanna, de 8 anos. “Eu explico para ela sempre sobre os problemas e as dificuldades que 90% da povo têm e contra o que nós devemos lutar”, contou Giovani.

Assim como em outros estados, figuras políticas também participaram do ato na Capital, entre vereadores e deputados, os três pré-candidatos da esquerda marcharam junto dos manifestantes: o presidente da Conab, Edegar Pretto (PT), que irá disputar o Palácio Piratini; e o deputado Paulo Pimenta (PT) e a ex-deputada Manuela d'Ávila (PSol), que vão concorrer ao Senado.

“Os últimos acontecimentos nos deixaram muito revoltados. Uma série de decisões, que levaram tempo para serem tomadas e foram de encontro com o que a população esperava, no sentido de punir golpistas, e, em conchavos que fazem quando a gente menos espera a política dá uma volta", criticou a professora universitária Isabela Heineck, de 57 anos. Para ela, a mobilização popular é o principal meio de transformação, antes mesmo das redes sociais. “A vontade popular é de que se faça justiça e se cumpra o que foi definido”, finalizou.

O sentimento de Isabela é compartilhado por Alexsandro Lopes, 42 anos. Ele foi às ruas com o objetivo de “manter a justiça” e mostrar que “golpe de estado não é um crime simples como estão falando. Precisa ser punido e não pode ficar por isso mesmo”.