Política

Ato em defesa de Bolsonaro e da anistia reúne 42,2 mil apoiadores na Avenida Paulista

Ato teve público semelhante ao ano passado

Manifestantes pedem anistia
Manifestantes pedem anistia Foto : Nelson Almeida / AFP / CP

A manifestação deste domingo, 7, em defesa da anistia na Avenida Paulista reuniu cerca de 42,2 mil pessoas, segundo cálculo do Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More in Common. O ato pediu anistia e liberdade aos condenados pelo 8 de Janeiro e teve público semelhante ao registrado no ano passado.

O levantamento aponta que o público no pico da manifestação variou entre 37,1 mil e 47,3 mil pessoas, com margem de erro de 12%. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas por software de inteligência artificial. No 7 de Setembro de 2024, o ato na Avenida Paulista havia reunido 45,4 mil participantes.

Declaração de Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu neste domingo a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Presidência em 2026. Tarcísio é um dos cotados para captar o apoio do bolsonarismo no ano que vem. "É fundamental que tenhamos Jair Messias Bolsonaro na eleição do ano que vem. Só existe um candidato para nós, que é Jair Messias Bolsonaro", declarou o governador, durante ato bolsonarista de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo.

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Tarcísio afirmou que a ausência de Bolsonaro fez com que a "festa" não fosse completa. O governador também criticou o julgamento de Bolsonaro, marcado para ser concluído nesta semana. Segundo ele, o julgamento de Bolsonaro é baseado em apenas um elemento, a delação do ex-ajudante de ordem de Bolsonaro, Mauro Cid, que, para Tarcísio, é "mentirosa", porque Cid teria mudado a versão "seis, sete vezes, sob coação".

"Vários analistas foram à TV comentar e disseram: "Não existe ligação entre o Punhal Verde e Amarelo, o 8 de Janeiro, e Jair Bolsonaro". Não existe um documento, não existe uma ordem. Do que estamos falando, então? Que história é essa? Como vão condenar uma pessoa sem nenhuma prova", falou o governador.