Política

Ato relembra vítimas do golpe militar e descaso com a arte em Porto Alegre

No dia em que o regime militar completa 61 anos, militantes levaram flores ao Monumento aos Mortos e Desaparecidos

O monumento fica localizado na esquina das avenidas Ipiranga e Edvaldo Pereira Paiva
O monumento fica localizado na esquina das avenidas Ipiranga e Edvaldo Pereira Paiva Foto : Marcella Trindade / Divulgação / CP

Para não deixar que a história seja esquecida, militantes se encontraram, nesta segunda-feira, 31 de março, em frente ao Monumento aos Mortos e Desaparecidos, em homenagem as vítimas da repressão causada pela Ditadura Militar, período da história do país que perdurou por 20 anos e, nesta segunda-feira, completa 61 anos.

O ato também buscou demonstrar a condição de descaso em que a obra de arte se encontra. Nela, estão gravados os nomes de 20 vítimas da ditadura no Rio Grande do Sul listadas pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e a frase: “É preciso manter sempre viva a memória dos fatos e evidenciar a resistência contra tudo o que desrespeitar e fira a dignidade do ser humano”.

O monumento é assinado pelo artista gaúcho Luiz Gonzaga e fica localizado na esquina das avenidas Ipiranga e Edvaldo Pereira Paiva. Toda sua estrutura está pichada, com partes corroídas em função da ferrugem.

Responsável pelo processo que resultou na instauração do monumento, a ex-secretária de Cultura do município, Margareth Moraes, lamentou as condições da obra, que surgiu de um projeto de lei na Câmara da Capital, proposto pela deputada federal Maria do Rosário (PT), que não pode comparecer por problemas de saúde.

"Não é uma obra de arte para se gostar e se deleitar como obra de arte, é acusatória. Para se lembrar do que foi feito", classificou Margareth Moraes.

Ao ato compareceram vereadores e deputados do PT, além do ex-prefeito de Porto Alegre, Ricardo Pont.