Política

Atual presidente e ex-presidentes da Assembleia debatem os desafios para o futuro do RS na Federasul

Parlamentares destacaram união do Legislativo e temas que nortearão o desenvolvimento do Estado nos próximos anos

Atual presidente da ALRS, Sergio Peres foi um dos palestrantes na reunião-almoço da Federasul nesta quarta-feira
Atual presidente da ALRS, Sergio Peres foi um dos palestrantes na reunião-almoço da Federasul nesta quarta-feira Foto : Camila Cunha

Os desafios e as potencialidades para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul foram debatidos na reunião-almoço Tá na Mesa, promovida nesta quarta-feira (15) pela Federação de Entidades Empresariais do RS (Federasul). O encontro, realizado no Palácio do Comércio, no Centro Histórico de Porto Alegre, contou com a participação do atual presidente da Assembleia Legislativa (ALRS), Sergio Peres, e dos últimos três ex-presidentes do parlamento gaúcho.

O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, destacou a confiança do setor empresarial nos deputados estaduais e reforçou a necessidade do RS em construir de um ambiente propício para atrair e receber investimentos. “É um desafio debater o futuro do Estado, que tem sofrido com êxodos, mudanças demográficas e eventos climáticos. Se todos não derem as mãos, não vamos conseguir superar esses obstáculos”, afirmou.

O atual presidente da ALRS, o deputado Sergio Peres, completou apontando que um dos principais desafios para os próximos anos no RS será a retomada do pagamento da dívida com a União, em 2027. “Precisamos definir qual Estado queremos para o futuro. Meu trabalho acontece muito em cima da questão da municipalidade. Tudo acontece nos nossos municípios. Por isso precisamos fortalecer as nossas diversas regiões”, elencou.

Ex-presidente da assembleia em 2025, Pepe Vargas citou que é preciso também buscar equilíbrio entre desenvolvimento econômico e social. “Em nossa gestão, tratamos muito do crescimento sustentável do RS. Temos pela frente uma crise demográfica significativa e uma previsão de crises climáticas, com continuidade de risco para novos eventos. E para solucionar, temos que buscar um desenvolvimento equilibrado do ponto de vista econômico, social, climático e sustentável”, disse.

Presidente da Mesa Diretora da ALRS em 2024, Adolfo Brito recordou que sua gestão foi marcada pela enchente e que uma das principais conquistas foi articular pela renegociação da dívida com a União. Para ele, uma das formar de desenvolver o Estado é a irrigação. “Buscamos tornar mais fácil para o agricultor implementar a irrigação em sua propriedade. Perdemos muitas safras por falta de chuva e temos totais condições de resolver esse problema. Isso vai refletir no jovem seguindo no campo e no desenvolvimento econômico do interior”, completou.

Já o ex-presidente da Assembleia Legislativa em 2023, o deputado estadual Vilmar Zanchin, celebrou a união dos parlamentares gaúchos na gestão compartilhada pela presidência da casa por parte dos quatro partidos com maior bancada, algo inédito no Brasil. “Isso constrói um compromisso de todos em prol do RS, mesmo que cada presidente tenha uma pauta central. É algo fundamental para apresentar mais resultados para a população e tem dado certo”, reforçou.

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Debate sobre o fim da escala 6x1

Outro tema debatido entre os parlamentares foi o projeto do fim da escala 6x1, protocolado pelo governo federal na Câmara dos Deputados, em Brasília. Para o atual presidente da ALRS, Sergio Peres, é necessário um debate maior sobre o tema. “Temos uma discrepância muito grande entre regiões do país, por isso essa pauta precisa ser melhor discutida. Entendo que quanto mais a pessoa trabalha, mais ela se beneficiará. Nada dignifica mais a pessoa que o trabalho”, ponderou.

Para Pepe Vargas, o fim da escala 6x1 é um avanço para o bem-estar do trabalhador. Entre os motivos que o tornam favorável pelo projeto, ele citou os avanços da tecnologia em prol da produtividade. Já o deputado Adolfo Brito acredita que o congresso não votará essa matéria em 2026 sem que o tema passe por um amadurecimento, evitando reflexos eleitorais no debate.

Por fim, o deputado estadual Vilmar Zanchin também pensa que o congresso federal precisa decidir com calma o futuro do projeto. Além disso, ele apontou que, se aprovado, o governo precisará promover algum tipo de compensação para as empresas.