Política

Aumento real dos professores será “altamente significativo”, diz Tarso

Governador reafirmou que o piso do magistério será pago até o fim do mandato

Tarso falou ao Esfera Pública, da Rádio Guaíba
Tarso falou ao Esfera Pública, da Rádio Guaíba Foto : Paulo Nunes
O governador Tarso Genro informou nesta quinta-feira que o reajuste aos professores do Estado será corrigido em março pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acrescido de um aumento “substancial, altamente significativo, acima da inflação”. O governador reafirmou que o piso será cumprido até o fim do mandato.

“Nós vamos cumprir o que está no plano de governo. O aumento vai se refletir em toda a categoria. Não queremos deixar nenhum professor recebendo abaixo do piso até o fim do governo”, declarou em entrevista à Rádio Guaíba. Sobre contracheques que estariam abaixo do valor mínimo, o governador respondeu ao “Esfera Pública”: “se somar todos os valores, a ampla maioria recebe o piso, somadas as parcelas referentes a cada professor”.

O governo estuda a limitação referente ao teto salarial dos servidores estaduais por meio de instrumentos como parecer normativo e decreto. Segundo o governador, a medida irá eliminar os excessos.

Estiagem

Tarso destacou que, durante seu período de férias – durante dez dias, em Cuba – o governo não parou de trabalhar e combater os efeitos da estiagem que afeta o Rio Grande do Sul. Ele refutou as críticas de deputados afirmando que “durante o recesso parlamentar costumam ser insuflados temas de segunda ordem”.

Ele ressaltou que precisava de férias após um ano “exaustivo” e que aproveitou a oportunidade para trabalhar. “Como resultado dessa viagem, vamos enviar uma missão empresarial para negociar projetos na área de alimentação. Serão firmados contratos de compra de insumos e equipamentos agrícolas” do Estado para o país caribenho, contou. O governador ainda brincou sobre as críticas que recebeu sobre o chapéu com o qual desembarcou em Porto Alegre: “Nem era um panamá, era um chapéu de palha, usado pelos agricultores do Rio Grande do Sul!”.

“Nenhum projeto se interrompeu”, destacou o governador, dizendo que o vice Beto Grill deu continuidade aos trabalhos da Sala de Situação. “A oposição aproveitou para criar um fato político porque quem estava no governo anterior não podia se ausentar”, provocou. “O governo já passou e vai continuar repassando recursos para as prefeituras”.

Tarso disse que na próxima semana haverá discussões com os ministérios sobre as dívidas do Troca-Troca, refinanciamento a agricultores castigados pela seca e fornecimento de sementes e insumos para a próxima safra.

Pedágios

Sobre os pedágios nas estradas gaúchas, o governador esclareceu que a proposta é fazer uma consulta para ver qual a melhor opção para o Estado e implantar o novo sistema, o que evitará pendências jurídicas. “Quero dizer de maneira clara e cabal que a nossa meta é fazer a licitação primeiro dos modelos e depois das concessões”. Será feita negociação com as empresas antes de abrir concorrência para que outras empresas participem das concessões. Tarso adiantou que será feito um edital realista, com valores inferiores aos praticados atualmente, e também que a praça de Farroupilha será eliminada.

Eleições

Sobre a corrida eleitoral de 2012, Tarso disse acreditar que a base do seu governo vencerá as eleições para a prefeitura de Porto Alegre, já que conta com três nomes fortes: Adão Villaverde (PT), José Fortunati (PDT) e Manuela D’Ávila (PCdoB). Ele esclareceu que não promoverá nenhum ato de favoritismo ou de agressividades em relação aos candidatos da base que disputam com o petista, mas que, como militante, fará campanha por Villaverde.

A dívida com a União, que consome cerca de 13% da receita líquida do Estado, deve ser negociada, disse o governador. “Não há necessidade de pressionar o governo federal porque já existe essa intenção de mudar o perfil das dívidas”, declarou. Ele espera reduzir a dívida a 8% ou 9% da receita nos próximos meses.


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