* Com informações da Câmara dos Deputados
O engenheiro Pedro Barusco estimou, em depoimento à CPI da Petrobras nesta terça-feira, que o PT deve ter recebido de 150 milhões de dólares a 200 milhões de dólares em propinas. O cálculo é baseado nos recursos repassados ao tesoureiro do partido, João Vaccari. “Eu disse em depoimento que a quantia era essa porque eu acho que o Vaccari recebeu o dobro do que eu recebi”, declarou. Ele alegou, porém, não ter condições de afirmar que o dinheiro foi efetivamente entregue ao partido por Vaccari.
O ex-engenheiro da Petrobras repetiu informações que constam dos depoimentos que já prestou no processo de delação premiada junto à Justiça Federal. Ele ratificou à CPI que a propina paga pelas empresas contratadas pela Petrobras variava entre 1% e 2% dos valores dos contratos, e que esses recursos eram divididos da seguinte maneira: metade para o PT, por meio de João Vaccari, e metade para a “Casa”, como ele chama os diretores da Petrobras envolvidos no esquema. Ele menciona, entre estes, Renato Duque (ex-diretor da Petrobras) e, eventualmente, Jorge Luiz Zelada (ex-diretor da Área Internacional da Petrobras), e Roberto Gonçalves (sucessor de Barusco na Petrobras).
Um dos delatores da Operação Lava Jato da Polícia Federal, Barusco é o primeiro dos depoimentos agendados pela CPI, que foi criada para investigar a prática de atos ilícitos e irregulares no âmbito da estatal do petróleo, no período de 2005 a 2015. Cada membro da CPI tem três minutos para fazer perguntas ao depoente. Os dez autores dos requerimentos de convocação de Barusco terão 5 minutos cada.
Barusco não sabe se propina foi entregue ao PT
Ex-gerente da Petrobras presta depoimento na Câmara dos Deputados