Os pedidos de retirada de urgência dos projetos que extinguem duas fundações estaduais, até então restritos à oposição, agora ganharam eco na base aliada do governo José Ivo Sartori na Assembleia Legislativa. Sem angariar os votos necessários para aprovar as extinções da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) e da Fundação de Esporte e Lazer do Estado do Rio Grande do Sul (Fundergs), o líder da bancada peemedebista, Álvaro Boessio, sugere que essas votações sejam deixadas para o ano que vem ou nem sejam realizadas.
“Há um consenso, praticamente, entre os deputados da base e vamos pedir ao governador Sartori para dar uma segurada nesses projetos (de extinção das fundações). Quem sabe até não discutir nesse ano, discutir ano que vem, nos outros anos. Até porque não tem tanta pressa. E vamos tentar agora é fortalecer para a próxima votação que é aumento de ICMS e de retirada dos depósitos judiciais. E tentar conversar com a equipe de governo para tentar deixar isso para o ano que vem ou quem sabe nem votar, nem extinguir algumas (fundações)”, defendeu Boessio.
Com o atual regime de urgência, os dois projetos passaram a trancar a pauta da Assembleia Legislativa para a próxima votação, na terça-feira. Nessa quarta, quando foi aprovada a previdência complementar, os dois projetos de extinção não foram apreciados porque o governo retirou o quórum, temendo derrota. Apesar de ter maioria na Assembleia, um dos principais partidos da base de Sartori, o PDT, com oito deputados, é contrário às extinções.
Além da Fepps e da Fundergs, o Piratini também pretende extinguir a Fundação Zoobotânica (FZB). Por pressão popular, o Piratini já retirou a urgência de apreciação dessa proposta.
Base de Sartori defende retirada de urgência de projetos que extinguem fundações
Deputado Álvaro Boessio diz que objetivo é fortalecer aprovação para aumento de ICMS