Assembleia Legislativa tem dado sinais, nos dois últimos meses, após o retorno do recesso parlamentar de julho, que está com dificuldade em votar matérias propostas pelo Executivo estadual. A resistência aos planos do Piratini tem aumentado progressivamente, desde a retirada da PEC que buscava suprimir a necessidade de plebiscito para privatizar estatais do setor energético, antes do recesso de meio de ano. Atualmente, há matérias empacadas na CCJ e projetos cuja discussão sobre emendas inviabiliza o encaminhamento para votação em plenário.
Na última sessão, os sinais de insegurança da base ficaram mais evidentes, quando contrariando a orientação do governo, deputados deixaram de registrar presença em plenário ou se ausentaram. A ação destes aliados — alguns integrantes da bancada do PMDB — partido do governador, provocou a insuficiência de quórum para votar o PLC 147, pelo qual o governo busca modificar a metodologia de promoções na Brigada Militar.
“A Assembleia está parada. Nas comissões, o governo pode até apontar manobras da oposição. Mas para encaminhar votações em plenário, precisa resolver seus problemas”, criticou o aliado e líder da bancada do PSDB, Lucas Redecker, logo após o encerramento prematuro da sessão. Nos bastidores, outros aliados também reclamam da ausência de diálogo e de insegurança sobre a fórmula de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, que poderá ampliar o endividamento do Estado, com impacto nos próximos governos
Enio Bacci, vice-líder do PDT, partido que recentemente deixou a base do governo, confirma a preocupação. “Renegociação como esta terá efeito por décadas”, comentou. Na oposição, o contratempo do governo é motivo de provocação. “Ou organiza a base, ou não vota mais nada”, indicou Valdeci Oliveira (PT).
Base revela dificuldades em votações em plenário
Dezenas de projetos aguardam apreciação na Casa