“Tem muita gente que ficou magoada com toda essa situação. A maioria democraticamente tem que decidir o que vai acontecer”, destacou Maggi. Ele acrescentou que internamente defenderá a manutenção da aliança com o governo. “O PR precisa fazer uma discussão madura do que quer do governo, do que pensa do governo, precisa se reposicionar politicamente”, completou.
Ele acrescentou que ainda hoje o partido reunirá seus líderes para discutir a questão. Na ocasião, também será criada uma comissão para tratar das indicações para o Ministério dos Transportes diretamente com o a presidenta Dilma Rousseff. “Depois de reunido esse grupo a gente vai tomar uma posição a respeito, inclusive, da permanência no governo ou na solicitação de ficar nesse cargo ou não.”
Blairo Maggi reconheceu o incômodo no partido causado pelas denúncias publicadas pela revista Veja na edição desta semana de um suposto superfaturamento em obras públicas executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e cobranças de propinas. O que causou o afastamento de servidores e a demissão de Alfredo Nascimento, presidente do PR, do comando da pasta.
Articulador político para a designação, ainda no governo Luiz Inácio Lula da Silva, do nome de Luiz Antônio Pagot para a diretoria-geral do Dnit, o senador defendeu a permanência dele no cargo mesmo sendo um dos nomes citados pela revista.
“Solicitei à Casa Civil que nos 30 dias em que ele [Pagot] está de férias fizesse todas as investigações necessárias e que no final das investigações, se algo for comprovado contra o Luiz Antonio Pagot, eu serei o primeiro a pedir que ele seja afastado”, afirmou Maggi. Na terça-feira (12), Pagot deve comparecer à Comissão de Infraestrutura do Senado para prestar esclarecimentos. O requerimento foi apresentado pelo próprio Blairo Maggi.