Política

Bloco de Lutas pede a Thiago Duarte compromisso formal

Grupo afirma que só discute saída com presidente se tiver demandas encaminhadas na Câmara

Manifestantes pedem compromisso formal de presidente da Câmara
Manifestantes pedem compromisso formal de presidente da Câmara Foto : Ederson Nunes/Câmara Municipal/Divulgação CP
A informação de que a reintegração de posse da Câmara de Porto Alegre ocorreria na segunda-feira – e não no domingo, como queria o presidente da Casa – foi recebida com empolgação pelos integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público. Eles relataram que, durante o domingo, pretendem realizar seminários sobre o transporte público no plenário da Casa. Antes de sair, porém, pedem um compromisso formal do presidente do Legislativo, Thiago Duarte (PDT).

“A questão da saída do Bloco deste espaço que é a Casa do Povo, desde quarta ocupada pelo povo, está diretamente ligada ao compromisso formal do presidente para que encaminhe todos os projetos até agora acordados”, disse um dos integrantes da manifestação, em coletiva de imprensa realizada na noite de sábado. O grupo pede que a Câmara entregue ao Executivo o projeto de lei que concede passe livre no transporte público para estudantes e desempregados, além de reivindicar a abertura das planilhas das empresas do setor e o encaminhamento, ao Ministério Público, de um pedido de quebra do sigilo bancário dos empresários. “Só depois desse compromisso assumido formalmente é que vamos conversar sobre a saída dessa casa”, salientou.

De acordo com o grupo, três dos quatro pontos discutidos com os vereadores no sábado foram aprovados em assembleia geral pelo Bloco. Porém, não houve acordo em relação à data para a desocupação da Câmara.
À tarde, o presidente da Casa, Thiago Duarte (PDT), protocolou na Justiça um pedido de reintegração de posse. “Romperam os canais de diálogo conosco”, afirmou outro integrante do Bloco, durante a coletiva. De acordo com ele, o grupo já tinha sinalizado que deixaria a Câmara na manhã de segunda-feira. “Estamos dispostos ao diálogo. Quem rompeu foi ele (Thiago Duarte) e não a gente”, acrescentou.

A informação de que o presidente da Câmara e um funcionário teriam sido agredidos dentro da Casa foi classificada pelos manifestantes como um “factoide” criado com o objetivo de justificar um pedido de despejo. De acordo com eles, um vídeo postado na internet comprova que não houve agressão. O grupo alega, ainda, que a Câmara está limpa e intacta. “Isso é prova de que somos sim organizados, não somos vândalos. Somos, sim, trabalhadores e estudantes que estão aqui representando o povo”, definiu um dos integrantes do Bloco.

Em uma carta aberta à sociedade, divulgada pelas redes sociais, o Bloco exige, “face ao rompimento das negociações por parte dos vereadores”, que o governador Tarso Genro e o secretário de Segurança Pública, Airton Michels, assegurem que não haja a intervenção da Brigada Militar no processo de reintegração de posse.


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