Política

Bloqueio da Assembleia Legislativa não dignifica democracia, declara Sartori

Governador pediu apoio da oposição para aprovar proposta que muda previdência de servidores

Sartori criticou bloqueio de acessos à Assembleia Legislativa
Sartori criticou bloqueio de acessos à Assembleia Legislativa Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
O governador do Estado, José Ivo Sartori, afirmou que o bloqueio da Assembleia Legislativa (AL), ocorrido nessa terça-feira, não dignifica a democracia. A declaração foi dada durante uma entrevista para a RedeSul de Rádio, na manhã desta quarta. Sartori também se manifestou sobre os projetos polêmicos encaminhados pelo Executivo para votação em regime de urgência.

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Sobre a matéria que muda o regime de previdência dos servidores, o governador disse que 54% da folha do Rio Grande do Sul são de inativos, o que, segundo ele, inviabiliza o Estado. Sartori reafirmou que o projeto não mexe nos direitos dos atuais servidores e garantiu que a medida se aplicaria apenas às novas pessoas que ingressarem no funcionalismo público gaúcho. O governador disse que a proposta da previdência apresentada pelo Executivo estadual é igual à do governo federal e pediu que a oposição aprove os projetos polêmicos. Sartori criticou o que chamou de grenalização do Estado. “Sei que é difícil a união”, afirmou.

Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu ganho de causa ao governo federal sobre o bloqueio das contas do Estado pelo não pagamento da dívida com a União. Sartori garantiu que o governo gaúcho vai recorrer da decisão dos ministros. O governador afirmou que o RS não tem condições de pagar os salários dos servidores sem  atrasos. Ainda sobre a dívida, Sartori afirmou que não tem medo de perder politicamente. Ele detalhou que o trabalho feito pela sua gestão, até o momento, foi de apresentar para a sociedade a situação econômica do Rio Grande do Sul.

Sobre o orçamento do Estado, o governador afirmou que o RS não tem como contrair mais empréstimos. Segundo ele, a contração de dívidas só poderá ser feita a partir da renegociação da dívida. 

Para encerrar, Sartori solicitou que os servidores compreendam a situação econômica do Rio Grande do Sul e disse não temer uma greve geral. Perguntado sobre a sua saúde, Sartori disse que não vai deixar de ser a pessoa que é. Ele afirmou que não vai deixar de dançar, sorrir e brincar. “Não se muda sem dor”, frisou.