Bolsonaro defende "família tradicional" e chama ideologia de gênero de "coisa do capeta"
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Bolsonaro defende "família tradicional" e chama ideologia de gênero de "coisa do capeta"

Presidente discursou em trio elétrico na "Marcha para Jesus", em Brasília

Por
AE

Presidente afirmou não existir "mais conversinha de ideologia de gênero"

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De cima do trio elétrico da Marcha para Jesus, realizada em Brasília neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o que chama de "família tradicional" e classificou como "coisa do capeta" o assunto sobre "ideologia de gênero". O presidente estava rodeado de lideranças religiosas e políticos, como o ministro Onyx Lorenzoni, o vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (PRB-SP), e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e falou a uma multidão que acompanhava a marcha.

Ao afirmar que o disse durante sua campanha eleitoral "já falava anos antes", Bolsonaro emendou o assunto sobre a constituição da família, e sugeriu que, se quiserem mudar a "família tradicional", que proponham uma emenda à Constituição. Ponderou, por outro lado, que continuará "acreditando na família tradicional", uma vez que não é possível "emendar a Bíblia".

"Apresentem uma emenda à Constituição e modifiquem o artigo 226, que lá está escrito que família é homem e mulher. E mesmo mudando isso, como não dá pra emendar a Bíblia, eu vou continuar acreditando na família tradicional", disse.

Dentro da mesma temática, que foi uma das marcas de sua campanha eleitoral, Bolsonaro também afirmou que vai "respeitar a inocência das crianças nas salas de aula", e que não existe "mais conversinha de ideologia de gênero". "Isso é coisa do capeta. Tenho certeza que o governador não vai admitir isso aqui", afirmou, referindo-se ao governador do DF.

"Vocês têm na primeira vez da história do Brasil um presidente que está honrando o que prometeu durante a campanha. Um presidente que acredita e valoriza a família. Um presidente que vai respeitar a inocência das crianças nas salas de aula", disse.