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Bolsonaro diz que liberdade e democracia só existem quando Forças Armadas assim o quiserem

Presidente participou de evento em comemoração aos 211 anos do Corpo de Fuzileiros Navais

Por
AE e Agência Brasil

Presidente pediu sacrifício dos militares na reforma da Previdência

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Durante cerimônia dos 211 anos do Corpo de Fuzileiros Navais, o presidente Jair Bolsonaro declarou, na manhã desta quinta-feira, que só existe democracia e liberdade quando as Forças Armadas assim o quiserem. Segundo Bolsonaro, a missão de governar o País "será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a Pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que têm ideologia semelhantes à nossa, daqueles que amam a democracia e a liberdade".

No breve pronunciamento, Bolsonaro destacou que governará ao lado das "pessoas de bem", "daqueles que amam a Pátria". O presidente seguirá às 14h do Rio para Brasília e não há previsão de que vá atender à imprensa. A fala de Bolsonaro ocorreu na esteira do polêmico tuíte sobre o carnaval divulgado na terça-feira. A postagem do presidente - que trazia um vídeo com imagens obscenas e escatológicas – levantou críticas até de aliados e teve repercussão internacional.

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Previdência

Bolsonaro pediu o "sacrifício" dos militares para que apoiem a proposta de reforma da Previdência. O projeto de lei específico para o regime das Forças Armadas deve ser enviado ainda este mês ao Congresso para tramitar junto com a reforma do sistema previdenciário geral. "Peço também o sacrifício porque entraremos, sim, na nova Previdência, que atingirá os militares. Mas não deixaremos de lado e não esqueceremos as especificidades do cargo de vocês. Temos um ministério firmado por pessoas comprometidas com o futuro do Brasil, que nos ajudam a conduzir essa grande nação", disse.

O governo quer aumentar o tempo de contribuição dos militares de 30 para 35 anos, assim como aumentar a alíquota única dos militares de 7,5% para 10,5%. A nova alíquota deve ser cobrada também no pagamento das pensões para dependentes de militares, benefício atualmente financiado exclusivamente pelo governo federal. Um ponto relativo aos militares entrou na proposta de emenda à Constituição enviada no dia 20 de fevereiro ao Congresso. O governo quer que militares temporários - que ficam até oito anos nas Forças Armadas e não prosseguem na carreira militar - contribuam para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com o governo, os temporários correspondem atualmente a 60% do contingente militar. Amazônia O presidente destacou ainda a intensa atuação das Forças Armadas na região amazônica. "Estive na Amazônia, fui recebido por 200 pessoas para conversar sobre essa área mais rica e tão deixada de lado, que é a nossa querida Amazônia brasileira. Vou conversar com o ministro da Defesa para ter uma retaguarda jurídica para que vocês possam bem exercer o seu trabalho, em especial nas missões extraordinárias", disse. O Corpo de Fuzileiros Navais é uma força integrante da Marinha do Brasil e atua na segurança de instalações e em ações sociais em todo o território nacional.