Bolsonaro fala sobre tentativa de importar tensões alheias à história nacional

Bolsonaro fala sobre tentativa de importar tensões alheias à história nacional

Em discurso ao G20, presidente enalteceu a diversidade da população brasileira

AE

Bolsonaro fez considerações no início de seu discurso na reunião de cúpula do G20

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O presidente Jair Bolsonaro enalteceu a diversidade da população brasileira e alegou que há tentativas de levar para o País tensões que são alheias à história nacional, enfatizando a necessidade de união no território doméstico, apesar dos "diversos interesses para que se criem tensões entre nós". Ele fez estas considerações no início de seu discurso feito na reunião de cúpula das 20 maiores economias do planeta (G20), conforme texto divulgado há pouco pelo Palácio do Planalto. "Quero fazer uma rápida defesa do caráter nacional brasileiro em face das tentativas de importar para o nosso território tensões alheias à nossa história", afirmou.

Na fala, que ocorre um dia após o brutal assassinato de um homem negro em Porto Alegre, o presidente destacou o caráter miscigenado da população brasileira e disse aos demais líderes que o Brasil tem uma cultura diversa e única entre as nações. "Somos um povo miscigenado. Brancos, negros e índios edificaram o corpo e o espírito de um povo rico e maravilhoso. Em uma única família brasileira podemos contemplar uma diversidade maior do que países inteiros", destacou.

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Foi a essência desse povo, conforme o presidente, que conquistou a simpatia do mundo. "Contudo, há quem queira destruí-la, e colocar em seu lugar o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão entre raças, sempre mascarados de 'luta por igualdade' ou 'justiça social'. Tudo em busca de poder", considerou. Bolsonaro também disse que os brasileiros não são perfeitos e que têm seus problemas. "Existem diversos interesses para que se criem tensões entre nós. Um povo unido é um povo soberano. Dividido é vulnerável. E um povo vulnerável pode ser mais facilmente controlado e subjugado. Nossa liberdade é inegociável", afirmou.

Ele continuou dizendo que enxerga a todos com as mesmas cores, as do símbolo do Brasil, verde e amarelo. Segundo o presidente, não existe uma cor de pele melhor do que as outras, mas homens que são bons outros, maus. "Aqueles que instigam o povo à discórdia, fabricando e promovendo conflitos, atentam não somente contra a nação, mas contra nossa própria história."

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi agredido até a morte na noite desta quinta, 19, em uma loja da rede de supermercados Carrefour, na capital gaúcha. Um dos agressores era segurança do local e o outro, um policial militar. Os dois eram brancos.

No final da noite de ontem, sem citar a morte em Porto Alegre, o presidente postou uma série de mensagens no Twitter nas quais nega racismo no Brasil, diz que é "daltônico" por não ver cor de pele e em nenhum momento menciona o caso. Para Bolsonaro, quem prega conflitos e discórdia deve ir para o "lixo".

 


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