"Ele queria liberdade total para combater corrupção e crime organizado. [...] Não podemos deixar continuar a crescer do jeito que está", disse o futuro presidente sobre a reunião que teve com Moro pela manhã. "Ele vai abrir mão da carreira dele para enfrentar um desafio", completou.
Questionado a respeito das críticas feitas pelo PT após a confirmação do juiz no governo, Bolsonaro foi enfático: "Se eles estão reclamando, é porque eu fiz a coisa certa."
Bolsonaro ainda negou que haverá um "enfraquecimento" da Operação Lava Jato com a saída de Moro da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba.
"O trabalho não está comprometido. Ele é a esperança de que teremos dias melhores contra a corrupção", afirmou Bolsonaro, que observa a presença de "muitos bons juízes" e afirmar que a substituta do juiz no órgão, Gabriela Hardt, "vai fazer um trabalho semelhante" ao de Moro.
Sobre a possibilidade de indicar Moro para o STF (Supremo Tribunal Federal) em 2020 para o lugar do ministro Celso de Mello, que alcançará a aposentadoria obrigatória ao completar 75 anos, Bolsonaro disse que nada foi definido. "Não tenho compromisso nenhum", garantiu o presidente eleito.
O futuro presidente ainda destacou que havia se encontrado com Moro apenas uma vez e revelou que foi o nomeado para assumir a Economia, Paulo Guedes, que conversou com a juiz.