O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado às pressas para um hospital de Brasília na tarde desta terça-feira (16), sob escolta da Polícia Penal.
Bolsonaro passou mal, apresentando crise de soluço, vômito e pressão baixa, segundo o filho do ex-presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A nova ida de Bolsonaro a um hospital ocorre dois dias após o ex-presidente ir ao Hospital DF Star para um procedimento para remover lesões de pele.
Presidente Bolsonaro sentiu-se mal há pouco, com crise forte de soluço, vômito e pressão baixa.
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) September 16, 2025
Encaminhou-se ao DF Star acompanhado de policiais penais que vigiam sua casa, em Brasília, por se tratar de uma emergência.
Peço a oração de todos para que não seja nada grave.
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, a defesa de Bolsonaro deve pedir autorização do Supremo antes de sair de casa para realizar procedimentos médicos. Como há uma emergência, contudo, os advogados podem enviar o atestado médico em seguida.
No domingo, Bolsonaro foi ao hospital para exames laboratoriais, de imagem e procedimento cirúrgico para retirada de lesões na pele. Moraes já havia autorizado o deslocamento com cerca de uma semana de antecedência. Os advogados apresentaram ao Supremo um atestado que diz que os exames evidenciaram “quadro de anemia por deficiência de ferro” e “pneumonia recente por broncoaspiração".
Nova condenação
Além de ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão envolvendo o caso da trama golpista, Bolsonaro foi condenado nesta terça-feira pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por "declarações públicas de preconceito, discriminação e intolerância contra pessoas negras". O tribunal analisou uma ação civil pública ajuizada pela Defensoria Pública da União (DPU) e Ministério Público Federal (MPF) em julho de 2021 após Bolsonaro fazer comentários associando o cabelo "black power" de um apoiador negro à sujeira.
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A 3ª Turma do TRF-4, em Porto Alegre, considerou, de forma unânime, que houve dano moral coletivo, ou seja, ofensa a valores e interesses fundamentais de toda a sociedade e condenou o ex-presidente a pagar uma indenização de R$ 1 milhão. A DPU e o MPF apontaram declarações discriminatórias do ex-presidente nos dias 4 e 6 de maio daquele ano, no dia 8 de julho e em um pronunciamento oficial nas redes sociais, durante a "live do presidente".
Em uma de suas falas, Bolsonaro comparou o cabelo de um homem negro a um "criatório de baratas". "Como está a criação de barata ai? Olha o criador de barata aqui", afirmou Bolsonaro para um apoiador no Palácio do Alvorada. Dois antes, no dia 6, Bolsonaro já havia feito piada semelhante. Ao avistar o mesmo apoiador no Palácio da Alvorada, o ex-presidente afirmou: "tô vendo uma barata aqui".