O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, teve alta e deixou o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no início da tarde deste sábado. Ele ficou mais de 20 dias internado. O candidato segue rumo ao aeroporto de Congonhas, onde pegará um voo, às 15h, com destino ao Rio de Janeiro. O presidenciável deixou o hospital por uma saída alternativa para evitar a movimentação da imprensa, que o aguardava na entrada principal do hospital.
Repouso de 15 dias
O presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, informou que o candidato está com a saúde frágil e nos próximos 15 dias não fará campanha de rua. Ele avaliou que, com isso, a campanha foi prejudicada. "Porque (a campanha) não conta com muitos recursos, não aceitamos doações de empresários, fazemos uma política diferenciada. A campanha vinha sendo feita com base no contato de Bolsonaro com o público", disse.
Bebbiano comentou sobre as polêmicas envolvendo o vice de Bolsonaro, general Mourão. "O general é um homem brilhante, uma pessoa especialmente inteligente, experiente, mas que, talvez, não tenha esse traquejo com a imprensa. Às vezes, ele pode expressar um pensamento pessoal, que não reflete o plano de governo de Bolsonaro", declarou.
O presidente do PSL falou sobre os questionamentos de Bolsonaro a respeito da confiabilidade das urnas eletrônicas. "O que nos incomoda é a impossibilidade da recontagem de votos. A gente tem uma contagem secreta de votos, que fica nas mãos de meia dúzia de técnicos. Infelizmente, isso contraria princípios da publicidade, transparência inerentes à administração pública", finalizou.
Corrida presidencial
Antes da alta, o candidato que lidera as pesquisas eleitorais voltou a usar as redes sociais e, pelo Twitter, postou mensagem com críticas ao PT. Em outro post, destacou que o País está na lama por conta de um sistema falido decorrente de acordos corruptos, mas que sua liderança nessa corrida presidencial o deixa próximo de mudar essa realidade.
O candidato foi esfaqueado em 6 de setembro, em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais. Ele estava em atividades da campanha quando foi atingido. O agressor de Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, foi enquadrado pela Polícia Federal na Lei de Segurança Nacional (LSN), já que assumiu que a motivação para o crime foi política e religiosa.
Em um primeiro momento, Bolsonaro foi internado em um hospital de Juiz de Fora, onde passou por uma cirurgia, e no dia seguinte foi transferido para Hospital Albert Einstein a pedido da família.
Bolsonaro recebe alta e deixa Hospital Albert Einstein
Candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018 passou 22 dias hospitalizado em São Paulo<br />