Política

Bolsonaro recebe alta e deixa Hospital Albert Einstein

Candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018 passou 22 dias hospitalizado em São Paulo<br />

Apoiadores do candidato estiveram em frente ao hospital onde ele ficou internado por 22 dias
Apoiadores do candidato estiveram em frente ao hospital onde ele ficou internado por 22 dias Foto : Marcelo Chelloc / Press Estadão Conteúdo / CP
O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, teve alta e deixou o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no início da tarde deste sábado. Ele ficou mais de 20 dias internado. O candidato segue rumo ao aeroporto de Congonhas, onde pegará um voo, às 15h, com destino ao Rio de Janeiro. O presidenciável deixou o hospital por uma saída alternativa para evitar a movimentação da imprensa, que o aguardava na entrada principal do hospital.

Repouso de 15 dias

O presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, informou que o candidato está com a saúde frágil e nos próximos 15 dias não fará campanha de rua. Ele avaliou que, com isso, a campanha foi prejudicada. "Porque (a campanha) não conta com muitos recursos, não aceitamos doações de empresários, fazemos uma política diferenciada. A campanha vinha sendo feita com base no contato de Bolsonaro com o público", disse.

Bebbiano comentou sobre as polêmicas envolvendo o vice de Bolsonaro, general Mourão. "O general é um homem brilhante, uma pessoa especialmente inteligente, experiente, mas que, talvez, não tenha esse traquejo com a imprensa. Às vezes, ele pode expressar um pensamento pessoal, que não reflete o plano de governo de Bolsonaro", declarou.

O presidente do PSL falou sobre os questionamentos de Bolsonaro a respeito da confiabilidade das urnas eletrônicas. "O que nos incomoda é a impossibilidade da recontagem de votos. A gente tem uma contagem secreta de votos, que fica nas mãos de meia dúzia de técnicos. Infelizmente, isso contraria princípios da publicidade, transparência inerentes à administração pública", finalizou.

Corrida presidencial 

Antes da alta, o candidato que lidera as pesquisas eleitorais voltou a usar as redes sociais e, pelo Twitter, postou mensagem com críticas ao PT. Em outro post, destacou que o País está na lama por conta de um sistema falido decorrente de acordos corruptos, mas que sua liderança nessa corrida presidencial o deixa próximo de mudar essa realidade.

O candidato foi esfaqueado em 6 de setembro, em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais. Ele estava em atividades da campanha quando foi atingido. O agressor de Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, foi enquadrado pela Polícia Federal na Lei de Segurança Nacional (LSN), já que assumiu que a motivação para o crime foi política e religiosa.

Em um primeiro momento, Bolsonaro foi internado em um hospital de Juiz de Fora, onde passou por uma cirurgia, e no dia seguinte foi transferido para Hospital Albert Einstein a pedido da família.