Política

Bolsonaro tem febre, passa a tomar antibiótico e alta deve ficar para semana que vem

Por ordem médica, as visitas permanecem restritas

Alta do presidente deve ocorrer somente semana que vem
Alta do presidente deve ocorrer somente semana que vem Foto : Divulgação / CP
O presidente Jair Bolsonaro apresentou febre (37,3°C) e alteração de alguns exames laboratoriais. Bolsonaro está internado em Unidade de Cuidados semi-intensivos do Hospital Israelita Albert Einstein, conforme boletim médico divulgado nesta segunda-feira.

O porta-voz da presidência, Otavio do Rêgo Barros, relatou que houve um aumento de leucócitos, o que pode indicar processo infeccioso, segundo o porta-voz.  Devido a isso, a previsão de alta foi adiada. Como os antibióticos devem ser ministrados por sete dias, ele deve permanecer no hospital por mais este período, segundo o porta-voz.

De acordo com o boletim, "foi iniciado antibioticoterapia de amplo espectro e realizados novos exames de imagem. Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia". Bolsonaro, então, foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local. No momento, o presidente não apresenta dor ou alteração de temperatura. Ele segue em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral exclusiva.

O boletim, assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, cirurgião; Leandro Echenique, cardiologista; e Miguel Cendoroglo, diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein, informa ainda que Bolsonaro já apresenta movimentos intestinais. Bolsonaro teve dois episódios de evacuação e segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular no quarto.

Por ordem médica, as visitas permanecem restritas, ele está acompanhando da esposa Michelle e do filho Carlos Bolsonaro. O presidente continua em descanso e tem sido evitados despachos, de acordo com Barros. Nos próximos dias, não estão agendados compromissos oficiais.